Nomes:
Júlia
, Renata e Rafaela.
Turma
:81
Nome feminino que
serve de lema ou divisa de uma obra. A epígrafe dá apoio temático
ao texto ou resume o sentido e a motivação dele. Do grego
epigraphé. Inscrição
“ a
amizade e um amor que nunca morre “
(Mario
quintana)
“porifica
o teu coração antes de permitires que o amor entre nele , pois até
o mel nos doce azeda num recipiente sujo “
(Pitágoras)
“lutar
pelo amor é bom , mas alcança-lo sem luta é melhor“
(william
shakespeare)
“ O
amor é grande e cabe nessa janelinha sobre o mer. O mar é é grande
e cabe na cama e no colchão de amor. O amor é grande e cabe no
breve espaço de beijar ”
( Carlos
Drummond De Andrade )
“ Aquilo
que se faz por amor está sempre além do bem e do mal
”
(
Friedrich Nitzsch)
“ Se
o amor é fantasia , eu me encontro ultimamente em plevo
“
(Vinicios de morais)
“duvida
de luz dos outros, do que o sol tinha calor , duvida até da verdade,
mas corja em meu amor “
(
William Shakespeare )
“ As
mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar
“
(
Leonardo Da Vinci )
“ deve-se
temer mais amor de uma mulher , do que de um homem ”
(
Sócrates)
AS INDAGAÇÕES
A
resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas
estejam certas.
Mario Quintana
[O Trágico
Dilema]
Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer,
é porque um dos dois é burro.
Mario Quintana
A alma é essa
coisa que nos pergunta se a alma existe.
Mario Quintana
A arte de viver é
simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como
é difícil!
Mario Quintana
sobre a vida de
mario quintana
Mario
de Miranda Quintana
nasceu na cidade de
Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906, quarto filho de Celso de
Oliveira Quintana, farmacêutico, e de D. Virgínia de Miranda
Quintana. Com 7 anos, auxiliado pelos pais, aprende a ler tendo
como cartilha o jornal Correio do Povo. Seus pais ensinam-lhe,
também, rudimentos de francês.
No ano de 1914 inicia seus
estudos na Escola Elementar Mista de Dona Mimi Contino.
Em
1915, ainda em Alegrete, freqüentou a escola do mestre
português Antônio Cabral Beirão, onde conclui o curso primário.
Nessa época trabalhou na farmácia da família. Foi matriculado no
Colégio Militar de Porto Alegre, em regime de internato, no ano de
1919. Começa a produzir seus primeiros trabalhos, que são
publicados na revista Hyloea, órgão da Sociedade Cívica e
Literária dos alunos do Colégio.
Por motivos de saúde, em
1924 deixa o Colégio Militar. Emprega-se na Livraria do Globo,
onde trabalha por três meses com Mansueto Bernardi. A
Livraria era uma editora de renome nacional.
No ano
seguinte, 1925, retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia
de seu pai. No ano seguinte sua mãe falece. Seu conto, A
Sétima Personagem, é premiado em concurso promovido pelo
jornal Diário de Notícias, de Porto Alegre.
O pai de
Quintana falece em 1927. A revista Para Todos, do
Rio de Janeiro, publica um poema de sua autoria, por iniciativa do
cronista Álvaro Moreyra, diretor da citada publicação.
Em
1929, começa a trabalhar na redação do diário O Estado do Rio
Grande, que era dirigida por Raul Pilla. No ano seguinte a
Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus
poemas.
Vem, em 1930, por seis meses, para o Rio de
Janeiro, entusiasmado com a revolução liderada por Getúlio Vargas,
também gaúcho, como voluntário do Sétimo Batalhão de Caçadores
de Porto Alegre.
Volta a Porto Alegre, em 1931, e à redação
de O Estado do Rio Grande.
O
ano de 1934 marca a primeira publicação de uma tradução de sua
autoria: Palavras e Sangue, de Giovanni
Papini. Começa a traduzir para a Editora Globo obras
de diversos escritores estrangeiros: Fred Marsyat, Charles
Morgan, Rosamond Lehman, Lin Yutang, Proust, Voltaire, Virginia
Woolf, Papini, Maupassant, dentre outros. O poeta deu uma
imensa colaboração para que obras como o denso Em Busca do Tempo
Perdido, do francês Marcel Proust, fossem lidas
pelos brasileiros que não dominavam a língua francesa.
Retorna
à Livraria do Globo, onde trabalha sob a direção de Érico
Veríssimo, em 1936.
Em 1939, Monteiro Lobato lê doze
quartetos de Quintana na revista lbirapuitan, de
Alegrete, e escreve-lhe encomendando um livro. Com o título
Espelho Mágico o livro vem a ser publicado em 1951,
pela Editora Globo.
A primeira edição de seu livro
A Rua dos Cataventos, é lançada em 1940 pela Editora
Globo. Obtém ótima repercussão e seus sonetos passam a
figurar em livros escolares e antologias.
Em 1943, começa a
publicar o Do Caderno H, espaço diário na Revista
Província de São Pedro.
Canções, seu
segundo livro de poemas, é lançado em 1946 pela Editora Globo. O
livro traz ilustrações de Noêmia.
Lança, em
1948, Sapato Florido, poesia e prosa, também
editado pela Globo. Nesse mesmo ano é publicado O Batalhão de
Letras, pela mesma editora.
Seu quinto livro, O
Aprendiz de Feiticeiro, versos, de 1950, é uma modesta
plaquete que, no entanto, obtém grande repercussão nos meios
literários. Foi publicado pela Editora Fronteira, de Porto
Alegre.
Em 1951 é publicado, pela Editora Globo, o livro
Espelho Mágico, uma coleção de quartetos, que
trazia na orelha comentários de Monteiro Lobato.
Com
seu ingresso no Correio do Povo, em 1953, reinicia a
publicação de sua coluna diária Do Caderno H (até 1967).
Publica, também, Inéditos e Esparsos, pela Editora
Cadernos de Extremo Sul - Alegrete (RS).
Em 1962, sob o título
Poesias, reúne em um só volume seus livros A
Rua dos Cataventos, Canções, Sapato Florido, espelho Mágico e
O Aprendiz de Feiticeiro, tendo a primeira edição, pela
Globo, sido patrocinada pela Secretaria de Educação e Cultura
do Rio Grande do Sul.
Meu
Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São,
Quintana, quintanares.
Quinta-essência de
cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não!
Quintanares!
Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os
teus cantares
Como flor de quintanares.
São cantigas sem
esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus
quintanares.
São
feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem
estrelas luares.
São para dizer em bares
Como em mansões
seculares
Quintana, os teus quintanares.
Sim, em bares,
onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais
exemplares.
E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos
lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares
Ao
ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana,
os teus quintanares.
Por isso peço não pares,
Quintana,
nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.
Poeminho
do Contra
Todos
esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles
passarão...
Eu passarinho!
(Prosa e Verso,
1978)
poesias de mario
quintana
- Em
português:
No
Brasil:
Discos:
-
Antologia Poética de Mario Quintana - Gravadora Polygram (1983)
Música:
-
Recital Canto Coral Quintanares (1993) - treze poemas musicados
pelo maestro Gil de Rocca Sales.
- Cantando o Imaginário
do Poeta (1994) - Coral Casa de Mario Quintana - poemas musicados
pelo maestro Adroaldo Cauduro.
Teatro:
Sobre
o autor:
-
Quintana dos 8 aos 80 (1985)
Dados
obtidos em livros do e sobre o autor e páginas na Internet, em
especial a da Casa de Cultura Mario Quintana / Suzana Kanter.