quinta-feira, 27 de setembro de 2012


Nomes: Júlia , Renata e Rafaela.
Turma :81
Nome feminino que serve de lema ou divisa de uma obra. A epígrafe dá apoio temático ao texto ou resume o sentido e a motivação dele. Do grego epigraphé. Inscrição


a amizade e um amor que nunca morre
(Mario quintana)


porifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele , pois até o mel nos doce azeda num recipiente sujo
(Pitágoras)


lutar pelo amor é bom , mas alcança-lo sem luta é melhor
(william shakespeare)


O amor é grande e cabe nessa janelinha sobre o mer. O mar é é grande e cabe na cama e no colchão de amor. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar
( Carlos Drummond De Andrade )


Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal
( Friedrich Nitzsch)


Se o amor é fantasia , eu me encontro ultimamente em plevo
(Vinicios de morais)


duvida de luz dos outros, do que o sol tinha calor , duvida até da verdade, mas corja em meu amor
( William Shakespeare )


As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar
( Leonardo Da Vinci )


deve-se temer mais amor de uma mulher , do que de um homem
( Sócrates)






AS INDAGAÇÕES
A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.
Mario Quintana


[O Trágico Dilema]
Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.
Mario Quintana


A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.
Mario Quintana




A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!
Mario Quintana


sobre a vida de mario quintana
Mario de Miranda Quintana nasceu na cidade de Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906, quarto filho de Celso de Oliveira Quintana, farmacêutico, e de D. Virgínia de Miranda Quintana. Com 7 anos, auxiliado pelos pais, aprende a ler tendo como cartilha o jornal Correio do Povo. Seus pais ensinam-lhe, também, rudimentos de francês.

No ano de 1914 inicia seus estudos na Escola Elementar Mista de Dona Mimi Contino.
Em 1915, ainda em Alegrete, freqüentou a escola do mestre português Antônio Cabral Beirão, onde conclui o curso primário. Nessa época trabalhou na farmácia da família. Foi matriculado no Colégio Militar de Porto Alegre, em regime de internato, no ano de 1919. Começa a produzir seus primeiros trabalhos, que são publicados na revista Hyloea, órgão da Sociedade Cívica e Literária dos alunos do Colégio.

Por motivos de saúde, em 1924 deixa o Colégio Militar. Emprega-se na Livraria do Globo, onde trabalha por três meses com Mansueto Bernardi. A Livraria era uma editora de renome nacional.

No ano seguinte, 1925, retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia de seu pai. No ano seguinte sua mãe falece. Seu conto, A Sétima Personagem, é premiado em concurso promovido pelo jornal Diário de Notícias, de Porto Alegre.

O pai de Quintana falece em 1927. A revista Para Todos, do Rio de Janeiro, publica um poema de sua autoria, por iniciativa do cronista Álvaro Moreyra, diretor da citada publicação.

Em 1929, começa a trabalhar na redação do diário O Estado do Rio Grande, que era dirigida por Raul Pilla. No ano seguinte a Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus poemas.

Vem, em 1930, por seis meses, para o Rio de Janeiro, entusiasmado com a revolução liderada por Getúlio Vargas, também gaúcho, como voluntário do Sétimo Batalhão de Caçadores de Porto Alegre.

Volta a Porto Alegre, em 1931, e à redação de O Estado do Rio Grande.
O ano de 1934 marca a primeira publicação de uma tradução de sua autoria: Palavras e Sangue, de Giovanni Papini. Começa a traduzir para a Editora Globo obras de diversos escritores estrangeiros: Fred Marsyat, Charles Morgan, Rosamond Lehman, Lin Yutang, Proust, Voltaire, Virginia Woolf, Papini, Maupassant, dentre outros. O poeta deu uma imensa colaboração para que obras como o denso Em Busca do Tempo Perdido, do francês Marcel Proust, fossem lidas pelos brasileiros que não dominavam a língua francesa.

Retorna à Livraria do Globo, onde trabalha sob a direção de Érico Veríssimo, em 1936.

Em 1939, Monteiro Lobato lê doze quartetos de Quintana na revista lbirapuitan, de Alegrete, e escreve-lhe encomendando um livro. Com o título  Espelho Mágico o livro vem a ser publicado em 1951, pela Editora Globo.
A primeira edição de seu livro  A Rua dos Cataventos, é lançada em 1940 pela Editora Globo. Obtém ótima repercussão e seus sonetos passam a figurar em livros escolares e antologias.

Em 1943, começa a publicar o Do Caderno H, espaço diário na Revista Província de São Pedro.
Canções, seu segundo livro de poemas, é lançado em 1946 pela Editora Globo. O livro traz ilustrações de Noêmia.
Lança, em 1948, Sapato Florido, poesia e prosa, também editado pela Globo. Nesse mesmo ano é publicado O Batalhão de Letras, pela mesma editora.

Seu quinto livro, O Aprendiz de Feiticeiro, versos, de 1950, é uma modesta plaquete que, no entanto, obtém grande repercussão nos meios literários. Foi publicado pela Editora Fronteira, de Porto Alegre.

Em 1951 é publicado, pela Editora Globo, o livro Espelho Mágico, uma coleção de quartetos, que trazia na orelha comentários de Monteiro Lobato.
Com seu ingresso no Correio do Povo, em 1953, reinicia a publicação de sua coluna diária Do Caderno H (até 1967). Publica, também, Inéditos e Esparsos, pela Editora Cadernos de Extremo Sul - Alegrete (RS).

Em 1962, sob o título Poesias, reúne em um só volume seus livros A Rua dos Cataventos, Canções, Sapato Florido, espelho Mágico e O Aprendiz de Feiticeiro, tendo a primeira edição, pela Globo, sido patrocinada pela Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul.
Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.
São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares
Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.




Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Prosa e Verso, 1978)




poesias de mario quintana


- Em português:
  • A Rua dos Cata-ventos (1940)
    - Canções (1946)
    - Sapato Florido (1948)
    - O Batalhão de Letras (1948)
    - O Aprendiz de Feiticeiro (1950)
    - Espelho Mágico (1951)
    - Inéditos e Esparsos (1953)
    - Poesias (1962)
    - Antologia Poética (1966)
    - Pé de Pilão (1968) - literatura infanto-juvenil
    - Caderno H (1973)
    - Apontamentos de História Sobrenatural (1976)
    - Quintanares (1976) - edição especial para a MPM Propaganda.
    - A Vaca e o Hipogrifo (1977)
    - Prosa e Verso (1978)
    - Na Volta da Esquina (1979)
    - Esconderijos do Tempo (1980)
    - Nova Antologia Poética (1981)
    - Mario Quintana (1982)
    - Lili Inventa o Mundo (1983)
    - Os melhores poemas de Mario Quintana (1983)
    - Nariz de Vidro (1984)
    - O Sapato Amarelo (1984) - literatura infanto-juvenil
    - Primavera cruza o rio (1985)
    - Oitenta anos de poesia (1986)
    - Baú de espantos ((1986)
    - Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)
    - Preparativos de Viagem (1987)
    - Porta Giratória (1988)
    - A Cor do Invisível (1989)
    - Antologia poética de Mario Quintana (1989)
    - Velório sem Defunto (1990)
    - A Rua dos Cata-ventos (1992) -
    reedição para os 50 anos da 1a. publicação.
    - Sapato Furado (1994)

    - Mario Quintana - Poesia completa (2005)
    - Quintana de bolso (2006)


No Brasil:
  • Obras-primas da lírica brasileira (1943)
    - Coletânea de poetas sul-rio-grandenses. 1834-1951 - (1952)
    - Antologia da poesia brasileira moderna. 1922-1947 - (1953)
    - Poesia nossa (1954)
    - Antologia poética para a infância e a juventude (1961)
    - Antologia da moderna poesia brasileira (1967)
    - Antologia dos poetas brasileiros  (1967)
    - Poesia moderna (1967)
    - Porto Alegre ontem e hoje (1971)
    - Dicionário antológico das literaturas portuguesa e brasileira (1971)
    - Antologia da estância da poesia crioula (1972)
    - Trovadores do Rio Grande do Sul (1972)
    - Assim escrevem os gaúchos (1976)
    - Antologia da literatura rio-grandense contemporânea - Poesia e crônica (1979)
    - Histórias de vinho (1980)
    - Para gostar de ler: Poesias (1980)
    - Te quero verde. Poesia e consciência ecológica (1982)


Discos:
- Antologia Poética de Mario Quintana - Gravadora Polygram (1983)
Música:
- Recital Canto Coral Quintanares (1993) - treze poemas musicados pelo maestro Gil de Rocca Sales.

- Cantando o Imaginário do Poeta (1994) - Coral Casa de Mario Quintana - poemas musicados pelo maestro Adroaldo Cauduro.
Teatro:
  • Lili Inventa o Mundo (1993) - montagem de Dilmar Messias.


Sobre o autor:
- Quintana dos 8 aos 80 (1985)

Dados obtidos em livros do e sobre o autor e páginas na Internet, em especial a da Casa de Cultura Mario Quintana / Suzana Kanter.







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